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Bastidores do marketing: Perfis que eu já gerenciei e pouca gente sabe! Dr. Augusto Barbosa, pré candidato a prefeito em 2012

Em 2012 o Dr. Augusto Barbosa foi escolhido pelo PSDB para ser candidato a prefeito.


Nessa época eu participava da Juventude do partido, e foi justamente ali que comecei a me interessar mais por marketing nas redes sociais. Em outro momento posso contar melhor como esse grupo surgiu, como a gente se organizava e o que a gente fazia.


A juventude do partido era muito forte na época. Mesmo quando nossas ideias não eram 100% alinhadas com o partido, era impossível ignorarem nossa mobilização.


Quando o grupo foi formado, eu fiquei responsável pela parte de marketing e comunicação nas redes. Isso acabou chamando bastante atenção na cidade e conseguimos trazer muitos jovens para participar também.


O presidente da juventude naquele período era o Dr. Lucas Coelho, que depois acabou se tornando candidato a vice-prefeito após a renúncia do Euclydes Pettersen.


Sim… aquele episódio que muita gente na cidade lembra até hoje.


Imagem ilustrativa
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Em algumas reuniões com o partido, nós colocamos a juventude à disposição para ajudar na mobilização de rua e também nas redes sociais. A maioria das lideranças era de uma geração que ainda não tinha tanta familiaridade com esse mundo digital.


Na verdade, para ser sincero, naquela época nem nós mesmos entendíamos completamente o que o marketing digital se tornaria. Mas a gente já sentia que aquilo ia ser o futuro.


Eu tinha uma pequena coluna em um blog de um amigo, que fazia algum sucesso entre os jovens da cidade. Além disso, meu perfil no Facebook era bem movimentado, porque eu também era músico, fazia o marketing da banda e cantava na noite naquela época.


Com essa experiência, comecei a cuidar da comunicação da Juventude do partido nas redes e me ofereci para ajudar também o pré-candidato Dr. Augusto Barbosa com essa parte digital.


Eu morava perto do Edifício Monte Negro, então era fácil passar no consultório dele.


Quando ele soube que teria alguém ajudando com isso, ficou animado. Inclusive, ele ainda nem tinha perfil no Facebook.


Na minha primeira visita ao escritório dele, no horário de almoço, nós criamos o perfil juntos.


Depois disso, cerca de três vezes por semana eu passava lá. A gente adicionava amigos, familiares, pessoas que ele conhecia, e respondia comentários de gente curiosa querendo saber se ele realmente seria candidato a prefeito.


Mesmo sem estar em mandato naquele momento, ele já tinha sido vereador antes e era uma figura conhecida na cidade. Por isso o perfil começou a ganhar movimento logo no começo.


Eu fazia tudo isso de forma voluntária. Era jovem, estava aprendendo e acreditava que poderia ajudar na campanha quando o período eleitoral começasse oficialmente.


Quando finalmente a verba do partido chegou e a campanha começou de fato, fomos convidados para conhecer a agência que tinha sido contratada para cuidar da comunicação do partido.


Visitamos a agência, conversamos com a equipe e, para mim, aquilo foi uma experiência marcante. Foi ali que eu tive certeza de que era com marketing que eu queria trabalhar.


Mas aí vem a parte menos bonita da história.


O dono da agência, por algum motivo, decidiu que não precisava da minha ajuda. Disse que já tinha uma equipe mais qualificada para cuidar do perfil do Dr. Augusto.


Ele me comunicou isso pessoalmente. Na época eu era jovem e, claro, fiquei bem chateado.


A juventude do partido também não entendeu muito bem aquilo e acabou pedindo explicações ao partido, à agência e ao próprio Dr. Augusto.


Em uma reunião, o Dr. Augusto explicou que o dono da agência tinha autonomia total para tomar as decisões da campanha. E disse algo que nunca esqueci. Ele falou que, muitas vezes, o papel dele ali era ser “o homem do não”.


Ou seja, por estar contratado, muitas vezes caberia a ele dizer não para algumas pessoas.


Aquilo foi um baque para mim na época. O perfil tinha sido criado por mim, todo o trabalho inicial tinha sido voluntário, e agora outra equipe assumiria.


Mas também entendi que não poderia simplesmente criar um problema em cima disso. O perfil era dele, não era meu. Então aceitei o “não” e segui em frente.


Curiosamente, esse “não” acabou abrindo outra porta.


Foi justamente nesse período que eu me aproximei mais do Dr. Jamir Calili. Fui apresentado a ele pelo secretário da juventude do partido na época, o Alessandro Ferraz. (ambos ainda nem haviam sido candidatos). Juntos participamos de uma campanha com poucos recursos, mas que fez muitos votos. Foi a primeira tentativa dele como vereador.


Essa história me deixou uma lição que carrego até hoje: nunca criar grandes expectativas em cima de um cliente antes de existir uma relação formal ou um contrato claro.


E também entender que, às vezes, um “não” acaba direcionando a gente para caminhos melhores.


Não tenho nenhum ressentimento do Dr. Augusto. Pelo contrário. É um senhor que admiro muito. Inclusive, ele foi meu pediatra durante boa parte da minha infância.


A política tem dessas coisas. Decisões são tomadas, caminhos mudam e cada um segue sua jornada.


O curioso é olhar para trás hoje e perceber que muitas dessas pequenas histórias acabaram ajudando a construir o caminho que eu sigo até hoje no marketing.


Entre cinco candidatos, Dr. Augusto ficou em quarto lugar nessa eleição. Foi a primeira derrota do PSDB para o André Merlo que se tornou prefeito anos depois.

 
 
 

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